Antes do Dia
Poema de João MC Gomes
Fonte:- João Gomes
https://www.facebook.com/joaomcgomespoeta
Antes do Dia
Poema de João MC Gomes
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Durante séculos acreditámos que o problema estava na forma: monarquia ou república, esquerda ou direita, fé ou razão. Mudámos os nomes, os símbolos, as bandeiras - mas o enredo manteve-se assustadoramente familiar. Poucos decidem, muitos obedecem. Poucos acumulam, muitos esperam.
Hoje, o poder já não usa coroa nem farda. Usa gráficos, "likes" e palavras cuidadosamente escolhidas. Não impõe - sugere. Não censura - distrai. A política moderna não quer convencer toda a gente; basta dividir o suficiente para que ninguém se una. O cidadão contemporâneo acredita que escolhe, mas reage. Acredita que opina, mas repete. Vive permanentemente em campanha, mesmo quando não há eleições. Discute o acessório enquanto o essencial passa silenciosamente de mão em mão, de mercado em mercado, de servidor em servidor.
A uma cruel ironia: nunca tivemos tanto acesso à informação e nunca fomos tão fáceis de manipular. Nunca falámos tanto de liberdade e nunca delegámos tanto o nosso pensamento. A política tornou-se um mal necessário porque o homem continua imperfeito. Continua ambicioso, tribal, inseguro. Mas tornou-se também um mal perigoso quando deixa de ser instrumento coletivo e passa a ser espetáculo permanente - um palco onde o povo discute enquanto os bastidores decidem.
Talvez o verdadeiro avanço político não esteja em novos sistemas, mas em cidadãos menos previsíveis. Menos fanáticos. Menos disponíveis para odiar sob encomenda. Porque enquanto o homem preferir pertencer a um lado em vez de compreender o todo, a política continuará a ser isso mesmo: necessária, inevitável… e profundamente falha. A história parece repetir a lição que insistimos em esquecer: sociedades não caem por falta de ideologia, mas por excesso de cegueira. E nenhum sistema resiste quando o homem abdica de pensar por si.
João Gomes
Bom domingo!
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Durante décadas, Ottawa navegou o mundo com uma bússola simples: comércio aberto, alianças sólidas, relacionamento estreito com os Estados Unidos e um discurso constante de “ordem internacional baseada em regras”. Esta bússola funcionou enquanto a ordem parecia estável e os Estados Unidos, o seu maior parceiro, pareciam fiáveis guardiões dessa ordem. Mas nem a estabilidade nem a previsibilidade duram para sempre.
O discurso recente em Davos pelo primeiro-ministro Carney foi uma espécie de declaração de autonomia. Mais do que um ensaio académico, foi um aviso estratégico. Carney reconheceu que a retórica das “regras” e do “benefício mútuo” já não serve para proteger o Canadá num mundo em que grandes potências começam a usar a integração económica como arma - tarifas, coerção financeira, cadeias de abastecimento vulneráveis.
E foi nesse momento que a relação com os Estados Unidos, renovada sob outra presidência de Trump, tomou um rumo visivelmente tenso. A resposta foi rápida e ríspida: ameaças de tarifas de 100% se o Canadá aprofundasse laços comerciais com a China, e provocações públicas questionando a soberania canadiana. O Canadá, por sua vez, respondeu com clareza: “o Canadá não vive porque dos Estados Unidos”, mas prospera pela sua própria história, valores e identidade. Essa afirmação não é mero gesto simbólico - é síntese de uma realidade difícil: 75% das exportações canadenses ainda vão para o mercado americano, e quase metade do investimento direto estrangeiro provém dos EUA.
Por isso, a recente aproximação a Pequim não é uma ação leviana nem um salto no escuro, mas um cálculo estratégico para reduzir vulnerabilidades estruturais. Enquanto o comércio com a China representa uma fração menor das exportações comparado com os EUA, ele oferece um contrapeso político e económico - não apenas mais mercados, mas uma medida de independência de manobras punitivas e imprevisíveis do vizinho do sul.
Ainda assim, este novo equilíbrio não está isento de riscos existenciais. Trump já deixou claro que qualquer movimento que pareça colidir com a sua visão de “America First” pode ser punido com tarifas devastadoras. Um imposto de 100% sobre bens canadianos destinado ao mercado americano poderia, se implementado, estrangular sectores vitais da economia - desde manufatura até agricultura - e enfraquecer a própria base industrial do Canadá.
O dilema é simples mas difícil: continuar a alinhar-se de forma quase automática com os EUA e sofrer coerção económica e verbal, ou buscar caminhos de diversificação estratégica que coloquem o país no centro de uma rede global mais ampla, mas o exponham à retaliação americana. Não é uma escolha entre amizade e hostilidade, mas sim entre dependência passiva e autonomia estratégica com custos reais. Ser um vizinho incómodo não significa ser ingrato ou irracional. O Canadá sabe que seus interesses não se esgotam entre Ottawa e Washington; estão também no Indo-Pacífico, na Europa, na África. A sua política externa - como sugerido em Davos - está a recalibrar as relações pelo critério do valor comum e soberania partilhada, não pela simples repetição de alianças antigas.
No entanto, há um risco de que o Canadá, ao buscar autonomia, possa inadvertidamente criar uma nova polarização estratégica - entre um Ocidente moldado pelo protecionismo americano e um mundo mais multipolar onde a China é actor dominante. Essa polarização poderia estrangular o poder diplomático canadiano, transformando-o de ponte entre blocos em peça num jogo geopolítico que ele preferia evitar.
E é exatamente aqui que reside a questão do vizinho incómodo: o Canadá quer menos coerção, mais diversidade geopolítica e mais agência própria. Mas quanto mais ele se afasta do eixo tradicional com os EUA, mais pressão direta recebe de quem ainda detém poder suficiente para impor custos severos.
A questão para Ottawa não é apenas sobreviver ao embate entre grandes potências, mas manter a sua identidade - plural, democrática e aberta - sem ceder ao abraço coercivo nem das políticas protecionistas, nem das dinâmicas de alinhamento automático. Isso exige equilíbrio, coragem e uma diplomacia que saiba, simultaneamente, negociar portas abertas com todos, sem se transformar em satélite de nenhum.
O Canadá pode sustentar essa rota? Sim - mas pagará um preço nesta nova ordem global. E o vizinho que outrora foi gentil será, cada vez mais, incómodo por natureza, não por escolha leviana, mas por necessidade estratégica.
Fonte:- João Gomes
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EQUIPA de LANÇAMENTO de DRONES DESTRUÍDA
Análise Geopolítica de 25/01/2026
Notas: Negociações nos Emirados Árabes Unidos terminam sem resultados; Ucrânia lança o maior ataque a Belgorod desde o início da guerra; míssil Iskander destruiu um grupo de lançamento e controlo de drones de longo alcance; a estratégia da ofensiva final em Donbass; avanços no mapa para hoje em Kharkiv, Kupiansk, Siversk, Lyman, Konstantynivka, Novopavlivka e Zaporizhzhya.
Fonte:- João Gomes
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AVISO: O vídeo a seguir inclui elementos visuais que podem ser perturbadores.
Pouco depois das 9 da manhã de sábado no bairro Whittier de Minneapolis, vários agentes federais de imigração foram vistos a lutar com Alex Pretti de 37 anos no chão antes de um agente atirar nele fatalmente.
Neste vídeo feito por uma testemunha no local, vários tiros podem ser ouvidos, mas detalhes sobre os ferimentos do homem não foram divulgados.
A mulher que gravou o vídeo disse que antes do incidente, o homem estava ajudando o tráfego de veículos a contornar a área onde o ICE e os observadores começaram a se reunir.
Este é um vídeo de cortesia e a sua autenticidade foi verificada pela MPR News.
Alex Jeffrey Pretti foi "executado" por um agente federal em Minneapolis. Membros da família dizem que ele era um enfermeiro de cuidados intensivos num hospital do Departamento de Assuntos Veteranos que se preocupava profundamente com as pessoas e ficou chateado com a repressão da imigração do Presidente Donald Trump na sua cidade. Pretti era um ávido homem ao ar livre que adorava viver aventuras com o seu cão.
Ele havia participado de protestos após o assassinato de Renee Macklin Good por um oficial de imigração e alfândega dos EUA em 7 de janeiro.
Fonte:-
https://www.facebook.com/MPRnews
Defender abusos cometidos pelo ICE não é uma posição neutra. É aceitar que o Estado pode ultrapassar limites básicos de dignidade humana quando lhe convém. É fechar os olhos para práticas que já foram amplamente denunciadas por organizações de direitos humanos, jornalistas e até ex‑funcionários que testemunharam violações graves. Quando alguém normaliza isso, está dizendo — mesmo que não perceba — que certas vidas são descartáveis.
Algumas pessoas tentam justificar dizendo que “é para proteger o país”. Mas segurança nunca exigiu humilhação, violência ou separação de famílias. Quando um governo precisa recorrer à crueldade para administrar imigração, o problema não está nos migrantes — está no sistema e em quem o apoia sem questionar. A história mostra que toda vez que uma sociedade aceita abusos em nome da ordem, ela abre mão de parte da sua própria humanidade.
Migrantes não são números, nem ameaças abstratas. São pessoas que atravessam fronteiras porque a alternativa é fome, violência ou morte. Tratar essas pessoas como criminosos perigosos por existirem no lugar “errado” é uma distorção profunda de valores democráticos. E defender abusos contra elas não é defender a lei — é defender a brutalidade.
No fim, quem apoia esse tipo de prática precisa encarar uma verdade desconfortável: não se trata de política, mas de empatia. Se alguém acha aceitável que seres humanos sejam maltratados, o que está em jogo não é imigração, é a capacidade de reconhecer humanidade no outro. E isso diz muito mais sobre quem defende os abusos do que sobre quem sofre com eles.
Quando alguém defende abusos cometidos pelo ICE, o que está realmente dizendo é que certas vidas valem menos. Não existe “excesso justificável” quando falamos de seres humanos. Tratar pessoas como números, ameaças ou problemas administrativos é exatamente o tipo de lógica que historicamente abriu espaço para atrocidades. E repetir isso hoje, em pleno século XXI, não é opinião — é cumplicidade.
Se alguém realmente acredita que abusos são aceitáveis, o problema não está na imigração. Está na incapacidade de reconhecer humanidade no outro. E isso, sim, deveria preocupar qualquer sociedade que se diz democrática.
Após o sequestro de Maduro, Venezuela abandonou completamente o petrodólar e transferiu toda sua produção para China, Rússia e Irã através de sistemas de pagamento alternativos.
Análise exclusiva de como Trump catalisou a própria destruição do sistema financeiro que tentava proteger.
A guerra energética americana saiu pela culatra de forma devastadora, acelerando a dedolarização global e criando o primeiro laboratório de economia pós-americana no hemisfério ocidental.
Reportagem explosiva do epicentro da revolução geoenergética multipolar.
Canal O Grande Tabuleiro
Vídeo:- https://www.youtube.com/@OGrandeTabuleiro-v8f
Link do Vídeo:-
https://www.youtube.com/watch?v=ZDflNi0RpDI
Não há dados claros que provem uma redução global do tráfico de drogas para os EUA
Não dá para fazer uma comparação **somente com base em dados e relatórios oficiais**, sem emitir opiniões políticas. Como não existem métricas diretas de “tráfico de drogas” por governo, usamos indicadores que os órgãos oficiais realmente medem:
Apreensões de drogas
- Tendências de oferta e rotas de cartéis
- Mortes por overdose** (um indicador indireto de disponibilidade)
As informações abaixo vêm dos relatórios da DEA de 2024 e 2025, que analisam tendências históricas e atuais do tráfico nos EUA.
📊 Comparação entre governos dos EUA segundo dados da DEA
🧩 1. Tendências gerais do tráfico (últimas décadas)
Segundo os relatórios da DEA:
- O tráfico não diminuiu de forma consistente em nenhum governo recente.
- O que muda é o tipo de droga predominante e as rotas dos cartéis.
- A DEA destaca que, nos últimos anos, houve uma **transição de drogas vegetais (cocaína, heroína)** para **sintéticas (fentanil, metanfetamina)**, que são mais fáceis de produzir e transportar.
🧪 2. Comparação por tipo de droga
Cocaína
- A oferta de cocaína permanece alta há mais de uma década, independentemente do governo.
- A DEA aponta que cartéis mexicanos continuam dominando a distribuição para os EUA.
Heroína
- A heroína diminuiu nos últimos anos, mas **não por causa de políticas específicas.
- A queda está ligada ao fato de que o fentanil substituiu a heroína no mercado, por ser mais barato e mais potente.
Fentanil
- O fentanil é hoje a maior ameaça, segundo a DEA.
- A DEA afirma que os cartéis mexicanos e precursores químicos da Ásia são os principais responsáveis pela cadeia de produção.
- A crise do fentanil cresceu ao longo de vários governos, não sendo atribuída a um único período.
🚢 3. Rotas e cartéis
A DEA afirma que:
- Dois cartéis mexicanos (Sinaloa e CJNG) são responsáveis pela maior parte do tráfico para os EUA.
- Eles mantêm operações estáveis e altamente lucrativas, independentemente de mudanças políticas nos EUA.
Ou seja: os cartéis continuam operando com grande capacidade em todos os governos recentes.
⚰️ 4. Mortes por overdose
Embora não seja uma medida direta do tráfico, é um indicador da disponibilidade de drogas.
- Em 2022, houve 107.941 mortes por overdose nos EUA, segundo o CDC, citado pela DEA.
- A tendência de mortes por fentanil cresceu ao longo de vários governos, não sendo exclusiva de um período.
🧭 Conclusão baseada nos dados
✔ O que os relatórios mostram:
- O tráfico não diminuiu de forma clara em nenhum governo recente.
- O que muda é o tipo de droga predominante e a estratégia dos cartéis.
- A DEA identifica continuidade, não rupturas, nas tendências de tráfico.
✔ O que pode ser comparado com segurança:
- Apreensões variam ano a ano, mas não mostram queda sustentada.
- Cartéis** continuam dominando as rotas.
- Fentanil tornou-se a principal ameaça em todos os governos recentes.